GIBIblioteca


23/05/2011


Mais uma vez

 

Problemas de espaço no blog.

Mais uma vez me decepciono com este servidor.

Vou mudar o endereço do blog e informarei a todos. Mas vai levar tempo, pois estou bastante ocupado com meu trabalho no momento.

Obrigado.

Escrito por Prof. Cássius às 10h44
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11/05/2011


Marvel 40 Anos no Brasil

 

       Uma edição caprichada com uma reportagem de várias páginas com a história das publicações da Marvel no Brasil, e também algumas das mais importantes histórias da editora americana, de várias épocas e fases.



       Tudo começou em 1967 quando os postos Shell fizeram uma promoção e divulgaram os números Zero das edições que, no mês seguinte estariam nas bancas pela editora Ebal E pra comemorar os 40 anos da publicação, a Panini reimprimiu cópias da edição de estreia e deu de brinde pra quem comprasse a coletânea, um fac-símile em preto e branco idêntico ao original, com boas histórias de Capitão América e Homem de Ferro. Genial!




      Algumas das histórias:


      A Incrível saga do Surfista Prateado – a terceira e última parte da chegada do Surfista e Galactus à Terra.


      Demônio na garrafa – Tony Stark, o Homem de Ferro, luta para aceitar que é alcoólatra, e mais ainda, para abandonar o vício.


      Dias de Um Futuro Esquecido – Os X-Men lutam para evitar um futuro onde os sentinelas mataram seus amigos e estão prestes a causar um holocausto nuclear. Dizem que o roteiro inspirou James Cameron para o filme “O Exterminador do Futuro”.


      O Menino que Coleciona Homem-Aranha – uma criança fanática pelo herói é visitada por ele e mostra a ele sua coleção de recortes de notícias. As informações sobre o garoto são dadas aos poucos em pedaços de jornal no canto das páginas. No fim é revelado que sofria de leucemia e não tinha mais do que algumas semanas de vida.


      E mais: Hulk, com a história sobre AIDS que já comentei no blog; Capitão América numa história sobre patriotismo, Wolverine, Homem-Aranha 2099 e outras.



 

Escrito por Prof. Cássius às 13h42
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09/05/2011


Um Exemplo de Incentivo à Leitura

 

       Em meados de 1997 eu e um colega de aula gostávamos de palavras complicadas e brincávamos de inventar discursos elaborados com explicações absurdas. Um dia, na biblioteca da escola, durante uma aula de filosofia, catei um livro com nome enigmático para dar uma conferida. Folheando, vi que falava de física, e citava o cientista Heisenberg,  cujo nome eu conhecia de uma história do Quarteto Fantástico onde os heróis viajavam no tempo. Já gostei. No gibi (Superaventuras Marvel 140 a 146), o cientista Reed Richards citava Heisenberg nas explicações dos efeitos e teorias do deslocamento temporal.




       Li descompromissadamente algumas coisas bem interessantes naquela curta aula. Um exemplo foi sobre a dificuldade de se definir a luz como onda ou partícula, pois dependendo da situação, ela se comporta como um ou outro. Fala de religião e ciência e de como um não exlui o outro, pois ao descobrir os mistérios do universo, como esse da luz, muitos cientistas aceitam a dualidade das coisas: corpo e espírito, por exemplo. Claro que muita coisa eu não entendia!

       Já na faculdade em 2000-01, passeava eu pelos corredores da biblioteca, dando uma espiada em livros de todos os cursos, quando, na prateleira de física, achei novamente O Ponto de Mutação (Turning Point), de Fritjof Capra. Levei o livro pra casa e passei dias curtindo uma leitura esclarecedora sobre o mundo em que vivemos e sua estrutura de pensamento.



O livro e seu autor.


         Fritjof Capra é um dos grandes pensadores da atualidade. O autor conta a história da ciência moderna, as grandes descobertas e como elas nortearam nosso modo de pensar, e como isso está enraizado em todas as facetas da sociedade. Fala da compartimentalização do conhecimento a partir do pensamento descartiano e da descoberta dos elementos que formam o átomo e a matéria.

      Uma amiga da faculdade com quem infelizmente perdi contato (Patrícia S. Silveira – caso leia, comente) me contou também sobre o filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk). Produzido pelo irmão de Capra, trata de um diálogo entre um político, um poeta e uma cientista desiludidos sobre a condição do ser humano, seus conhecimentos e sua relação com a natureza e o mundo.

       Cheguei a citar o autor num trabalho sobre O Surfista Prateado na faculdade, pois Capra cita outro autor (que não lembro) que fala o mesmo que Stan Lee nas primeiras histórias do Surfista, que as civilizações nascem, crescem, experimentam um breve momento de glória e depois desabam em ruínas.

          Bom, aí está minha dica para o crescimento intelectual dos leitores. Isso mesmo, ampliem seus horizontes, não vale ficar só nos quadrinhos!


 

Escrito por Prof. Cássius às 09h08
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06/05/2011


O Surfista Prateado (2)

 

           Das séries do Surfista Prateado, a mais longa foi a 3ª, com 146 edições - apenas 24 publicadas no Brasil. Vários artistas participaram, houve períodos cômicos, melancólicos e de ação, mas nenhum se igualou aos autores da série original. O personagem teve um desenho animado em 1999 e estrelou o segundo filme do Quarteto Fantástico. Atualmente aparece no desenho Esquadrão de Heróis, numa versão cômica.

Duas curiosidades: em sua primeira aparição no Brasil, o Surfista Prateado foi chamado de “Acrobata do Cosmos”, na revista Super X 17. E a editora GEP chegou a lançar um gibi do Surfista nos anos 70, mas só 4 edições.


Estreia no Brasil  e no filme do Qu4rteto



          HISTÓRIAS IMPORTANTES: (Editora Abril)


· Heróis da TV 58 e 59 – A chegada do Surfista Prateado e Galactus.


· Heróis da TV 4 ou Grandes Heróis Marvel 3 – A Origem do Surfista Prateado.


· Heróis da TV 70 – O Surfista escapa da barreira de Galactus e descobre que o gigante voltou a Zenn-La. O povo do antes evoluído planeta vivia tempos primitivos, numa terra desértica. E Shalla Bal fora levada por Mefisto, o demônio que queria a alma do herói. Ele volta à Terra (ficando preso novamente), derrota o demônio, que envia Shalla de volta, mas o Surfista consegue dar-lhe uma porção de seu poder cósmico, e chegando a Zenn-La, a vida brota no solo por onde ela passa.


· Grandes Heróis Marvel 33 – O Surfista fica livre da barreira com o perdão de Galactus. Ele retorna a Zenn-La para finalmente reencontrar sua amada (os fãs esperavam há uns 20 anos). Shalla Bal dá um fora no Surfista, pois não tem tempo para relacionamentos, pois agora é Imperatriz, eleita pelo povo graças ao milagre da ressurreição da vida no planeta (devido ao poder que o Surfista deu a ela). Ele volta ao espaço, agora seu único lar.


· Superaventuras Marvel 131 – O Surfista testemunha a ressurreição de um dos maiores vilões da Marvel: Thanos de Titã, o amante da Senhora Morte. Tem início a “Saga do Infinito” que desencadeou várias minisséries: Desafio Infinito, Guerra Infinita, etc


*Superaventuras Marvel 151 – Descobre-se que Galactus manipulou a alma de Norrin Radd ao fazer dele o Surfista Prateado, para que não sentisse culpa ao ajudar a dizimar civilizações inteiras. O gigante desfaz seu gesto e o Surfista sofre alucinações por conta do sentimento de culpa.


· Superaventuras Marvel 153 – (com capa especial laminada) A infância e juventude de Norrin Radd revela que seu pai, Jartran, era um cientista que influenciou o filho a não ser acomodado como os outros em Zenn-La. Ele previa mudanças, pois “a estagnação não é um estado que se mantém com facilidade”.Jartran é acusado de plágio em uma de suas invenções, e Norrin lhe dá as costas, o que leva o pai do futuro Surfista Prateado a suicidar-se, como sua mãe fizera anos antes.


· Grandes Heróis Marvel 66 – O Surfista Prateado volta à Terra, procurando antigos aliados para recuperar seus sentimentos, pois havia se tornado frio como na primeira vez em que chegou à Terra. O Quarteto Fantástico havia sumido, e o Doutor Estranho recupera apenas um fragmento do que fora Norrin Radd. O Surfista começa um relacionamento com a escultora cega Alicia Masters (a ex do Coisa). No Brasil, muita coisa ficou no ar, pois não publicaram muitas histórias anteriores nem posteriores a estas. Zenn-La havia sido destruído e Shalla Bal, morrido. Pra quem não sabe, Hulk, Doutor Estranho, Namor e Surfista formavam os Defensores.



 

Escrito por Prof. Cássius às 09h15
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04/05/2011


Diversidade de gibis

 

Alguns itens que compõem o acervo deste projeto:


Turma do Xaxado vol. 2 – criação do cartunista baiano Antonio Credraz, as tiras são bem divertidas e trazem também críticas sociais, como por exemplo o descaso dos políticos com o nordeste. Com personagens carismáticos num estilo parecido com a turma da Mônica, mas com linguagem regional e com a cultura do nordeste brasileiro.




Asterix (3 edições) – em “A Foice de Ouro”, o druida Panoramix quebra a sua foice de ouro, sem a qual ele não poderá colher os ingredientes para a poção mágica. Astérix e Obelix oferecem-se para ir até a Lutécia comprar a foice de Amerix, mas ele foi raptado por traficantes de foices. Os dois gauleses partem então à sua procura. O roteiro é divertido e a arte como sempre é cheia de interessantes detalhes, que enchem os olhos.






Dito & Visto – Poesia em Quadrinhos – este livro comprei em 2002 na Feira do Livro de Porto Alegre. Com traços simples e divertidos, os desenhos ilustram em preto e branco os versos, às vezes levando a uma interpretação inusitada ou mesmo psicodélica. Em alguns, como “O Creme e ia” traz um romantismo bobo, em outros, o eu-lírico é super sincero, como no haikai: “Lua e lirismo uma ova/vou é lavar as cuecas/que aí vem mulher nova”. Vale a pena conferir!



 

Escrito por Prof. Cássius às 13h27
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02/05/2011


Marvel X DC

      As duas maiores editoras americanas de quadrinhos de super-heróis já trabalharam juntas colocando seus personagens em “crossovers” que fizeram a alegria dos fãs.

 


      Nos anos 1970 foram 3 encontros: Super-Homem e Homem-Aranha (2 histórias), Batman e Hulk e Novos Titãs e X-Men. Nessas histórias era como se todos vivessem no mesmo mundo.

      Depois, nos anos 90 foi a vez de se confrontarem nas 3 minisséries Marvel versus DC/ DC versus Marvel. Destas, só mantive a primeira, as outras eram bem fracas. A edição que preparava os encontros era Lanterna Verde/ Surfista Prateado, cujo lançamento rendeu até uma reportagem na capa do Segundo Caderno no jornal Zero Hora, por Ticiano Osório.

      Na trama a personificação dos dois universos se digladiam e acabam se misturando, o que faz surgir o universo Amálgama, com personagens misturados como Supersoldado (Superman e Capitão América), Garra das Trevas (Batman e Wolverine), Spider-Boy (Homem-Aranha e Superboy), Amazona (Mulher-Maravilha e Tempestade) e até uns não lançados no Brasil, como Lanterna de Ferro. No final, um personagem chamado Acesso “curou” os universos.

 


      Surgiram daqui grandes duelos, como Superman X Hulk, Thor X Capitão Marvel (Shazam), Flash X Mercúrio, Wolverine X Lobo, Namor X Aquaman. Nos EUA teve votação dos leitores pra ver quem deveria vencer. Desses citados, o vencedor está grifado. A Marvel ganhou por um, mas dos vislumbres de lutas não-desenvolvidas eu queria ver era Darkseid X Thanos, os maiores vilões.

      Nessa época veio uma enxurrada de edições especiais das duas editoras, como Darkseid versus Galactus, e o Batman encontrando Capitão América, Justiceiro, Homem-Aranha, Demolidor, Surfista e Super-Homem.


      O Super-Homem (ou Superman) encontrou também o Quarteto fantástico numa Graphic Novel especial, onde era transformado num arauto de Galactus.

      E mais recentemente houve um minissérie dos Vingadores versus Liga da Justiça, que desconsiderava qualquer encontro anterior. Foi melhor, mas o que vale é a curiosidade de ver um encontro considerado impossível se realizar, coisas que só os quadrinhos proporcionam!

 


Escrito por Prof. Cássius às 08h51
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28/04/2011


Os 10 Melhores Filmes Baseados em Quadrinhos - parte 1

1º lugar: Superman - O Filme, de 1978, ainda hoje tem cenas de arrepiar e efeitos especiais muito bons considerando a época.


2º lugar: Homem-Aranha 2 - personagens aprofundados, drama e cenas de ação espetaculares, como a do trem, que foi inesquecível e emocionante como há muito não se via!



3º lugar: X-men 2 - embora eu tenha um carinho especial pelo primeiro filme, devo cofessar que me emocionei no cinema ao assitir esta pérola de ficção e muita ação, com personagens muito carismáticos.


4º lugar: Batman Begins - o segundo filme pode até ser melhor, mas sinceramente achei complexa demais a narrativa. Este é perfeito, não só como adaptação de quadrinhos, mas como filme de ação! Até me sinto injusto colocando na quarta posição.



5º lugar: V de Vingança - não canso de ver este filme. Embora não tenha lido a obra original, adorei a visão política e as surpresas que o roteiro traz. Natalie Portman arrasa, junto com o ator principal, Hugo Weaving,  que nem mesmo mostra o rosto!

 

 

Listas são coisas muito pessoais. Esta é a minha opinião. Sintam-se à vontade para discordar e opinar.


Escrito por Prof. Cássius às 16h20
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27/04/2011


Heróis da TV nº 1

Esta primeira edição de Heróis da TV deu início, juntamente com Capitão América e Terror de Drácula, a uma nova era de publicações de histórias em quadrinhos no Brasil. A partir delas o universo Marvel começou a ser apresentado aos leitores de maneira que a continuidade das histórias e sagas dos personagens fossem melhor entendidos, pois nas editoras anteriores a cronologia nunca foi preocupação, e isto é um fator importante num universo de personagens interligados, que se encontram e em cujas aventuras são citados fatos de histórias de outros personagens.

 


Nessa época (1979) a Editora Abril ainda não possuía o direito de publicar Homem-Aranha e Hulk, por exemplo (ambos com a popularidade em alta por causa das séries na TV e desenhos), e por isso começou apresentando heróis de segunda linha, não tão famosos, como Mestre do Kung Fu, Punho de Ferro, Capitão Marvel, Homem de Ferro, Miss Marvel, Motoqueiro Fantasma e Surfista Prateado.

Bom, a HTV 1 não é fácil de encontrar nem mesmo nos sebos*, eu só tinha me deparado com ela 3 vezes: numa feira de quadrinhos à venda por R$ 50,00, num pacote fechado com toda a coleção de HTV na Casa Alvorada em Rio Grande, por R$ 300,00 e outra vez um colega da faculdade, Cristiano, emprestou-me junto com outras pérolas de sua enorme coleção.

E dizer que acabei conseguindo 2 cópias e de graça! O amigo Guilherme Castro conseguiu com um amigo generoso e me presenteou. E também uma colega professora catou em casa “um gibi velho que estava jogado” – era essa edição, hehe.

Agora vejam os ABSURDOS: a colorização na época era manual e, digamos, problemática. O Quarteto Fantástico, que sempre teve um uniforme azul, nesta edição foi pintado de VERMELHO. Além disso, as pernocas ficaram de fora, pois pintaram as calças com a cor da pele. Imaginem manga comprida e tanga vermelha, luvas e botas pretas e as coxas de fora. Ridículo, né? E numa cena em particular, o Tocha caído de costas, esqueceram de pintar a tanga. Claro que os leitores da época sabiam que era uma falha da pintura, mas se for ver bem o cara ficou sem calças. Será que a censura não viu? Hehe.

 



Pra terminar, posso dizer que as outras histórias são bem legais, com a inocência da época:


· Thor e os colonizadores de Rigel contra Galactus, que queria devorar Ego, o Planeta Vivo, com desenhos de Jack Kirby.

· Duelo de Ferro – um confronto do Punho de Ferro com o Homem de Ferro. Pra variar, um mal-entendido e no final ficam amigos.

· Homem de Ferro - pior história, com argumento muito ruim. Robô alienígena que tinha até cabelo (Mecanóide) chega numa nave em forma de estrela com planos de colonização e salva uma moça de uns fugitivos da prisão. Ele explode e ela lamenta o fim da paixão-relâmpago. O herói da história não fez nada de relevante.

· O Mestre do Kung Fu encontra um amigo de infância (Minai) que ainda é leal a seu diabólico pai, e o enfrenta hesitante, mas causa sua morte.

· A última história é a do Surfista, Prateado, que dessa vez leva uma lição, não porque apanha pro Tocha, mas porque o derrota e descobre que julgou mal suas intenções.


Heróis da TV durou 112 números, e foi substituída pela revista X-Men.

 

 

 

* loja de livros usados.

Escrito por Prof. Cássius às 13h41
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25/04/2011


Angeli

 

Homenagem ao cartunista Angeli, criador de personagens que marcaram época, com auge nos anos 80.



A pirada Rê Bordosa:


Os Skrotinhos:


Os refugos dos anos 60 da tira Chiclete com Banana, que dava título à publicação (abaixo):



Escrito por Prof. Cássius às 13h53
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19/04/2011


Filme Para Fãs de Quadrinhos

 

       Com o horrível título brasileiro de Corpo Fechado, o original Unbreakable (Inquebrável, ou Indestrutível), do diretor M. Night Shyamalan, traz à tona a história da possibilidade da existência de super-heróis, mas numa visão muito realista.

 


       O filme é fascinante quando prestamos atenção nas sutilezas. É meio paradão, é verdade, mas expõe tudo o que eu pensava sobre quadrinhos e não sabia explicar. Como explica o personagem Elijah Price (Samuel L. Jackson), que é um estudioso da estrutura dos gibis, as aventuras de heróis nos quadrinhos são vivências que alguém experimentou, claro que exageradas na máquina comercial. A inquietude e insatisfação que muitas pessoas experimentam na vida seria por que não estão fazendo o que deveriam. Como disse o personagem Elijah ao Segurança David Dunn (Bruce Willis): “Você poderia ser contador. Ser dono de uma academia. Poderia abrir uma cadeia de restaurantes. Poderia ter feito dez mil coisas. Mas no fim... escolheu proteger as pessoas.” Esse seria o Super-herói da vida real: o policial, o bombeiro, o paramédico, e etc.

 

 

        Poderes e habilidades como premonição ou visão de raio-X seriam na verdade baseados em coisas elementares como instinto ou sensibilidade.

        Histórias em quadrinhos seriam, de acordo com o personagem, o último elo do nosso tempo com uma antiga forma de contar histórias: através de desenhos, como faziam os egípcios. Cheguei a citar isso num trabalho da faculdade sobre histórias em quadrinhos e ideologia.

        Claro que essas próprias explicações, sendo parte de uma produção de Hollywood, são também exageradas, tendo o expectador que filtrar as mensagens e entender que quadrinhos são literatura, e a literatura reflete o mundo e os tempos em que vivemos.

        Quanto à parte visual, ao assistir, repare que a câmera sempre se movimenta de apenas um ângulo, indo em direção ao movimento da cena. Os closes e poses de David são clássicos dos gibis, principalmente quando está com seu capuz. E o final é fenomenal, quando o Sr. Vidro se revela.

 


        Vale a pena ver e rever!

 

Escrito por Prof. Cássius às 09h44
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18/04/2011


A Morte nos quadrinhos

        Nas histórias em quadrinhos, é comum um personagem ser dado como morto e depois de alguns meses, ressuscitar. Exemplo: Capitão América, Adam Warlock, Flash, Batman, Jean Grey, Elektra e etc. Mesmo assim, histórias em que um personagem importante morre são bem legais, e eram melhores ainda quando não era um fato comum, como nas edições que comentarei:


      Graphic Marvel 3 – A Morte do Capitão Marvel – o personagem não era muito conhecido, apesar de ter o mesmo nome daquele que grita Shazam, da editora concorrente. Nesta revista, escrita e desenhada por Jim Starlim, o alienígena kree que adotou a Terra como seu lar descobre estar com câncer (fato baseado no pai do autor). Seu sofrimento ao falharem as tentativas de se encontrar uma cura e a degradação de seu corpo são mostradas de maneira bem dramática. Ele se despede dos amigos e de sua amada e por fim seu espírito luta com seu maior inimigo antes de aceitar a passagem e descansar em paz. Acho que é o único personagem que nunca foi ressuscitado. Um clássico inesquecível e indispensável pros fãs de quadrinhos.

 



       E a revista Homem-Aranha 99 (ed. Abril) trazia a história “ O que aconteceria se o Capitão Marvel não tivesse morrido?” - com uma versão diferente para Graphic Marvel 3. Nela, ao curar seu câncer, o herói sem querer libera uma praga que se espalha por toda a galáxia, e por fim ele tem que se isolar numa dimensão vazia, acompanhado e Elysius, sua amada. Quem conscientiza e derrota o herói para que veja o que está acontecendo é o Surfista Prateado. Alguns heróis morrem da doença, como o Coisa do Quarteto Fantástico.





     A Morte do Super-Homem – publicada pela editora abril em 1993, comecei a ler quando meu amigo Japa (Muhamad Subhi Mahmud Hussein – nunca esqueci), que hoje é professor também e há anos não vejo, me emprestou por umas horas, mas antes que eu acabasse, pediu de volta. Aí não resisti e comprei também – era cara pra época Mas estava muito emocionante. O vilão batizado como Apocalypse aparece do nada massacrando tudo que vê, inclusive a Liga da Justiça (na época com Guy Gardner, Gelo, Fogo, Bloodwynd, Gladiador e outros). Mas o pepino sobra pro azulão. Um combate espetacular, ação sem parar e o inimigo quase invulnerável, que termina por dar uma surra nunca vista no maior herói dos gibis, que perece nos braços de Lois Lane. Em Porto Alegre vi numa livraria uma edição de luxo com capa dura, custando R$ 92,00. Babei...


É isso! A vida continua. E a morte também...

Dona morte, das histórias do Penadinho de Mauricio de Souza.

Escrito por Prof. Cássius às 09h03
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15/04/2011


Sonho de coleção

               GIBIblioteca

 

 

       Há algum tempo, o blog Universo HQ publicou fotos de coleções que os leitores enviaram. Algumas se destacaram pela organização, quantidade ou itens importados e raros. Inclusive algumas não cabiam em uma só foto e outras ocupavam vários cômodos das casas. As que mais gostei acabei copiando descaradamente e aqui publicarei. Um colírio para os olhos de fãs de quadrinhos.

 

de: Alex Maltesi

 

de: Ricardo Alves de Lima

 

de: Guiller Lacerda

 

 

Lindas, não? E os apetrechos? Bonecos, estatuetas, carros, etc. Parabéns aos donos!

Escrito por Prof. Cássius às 11h16
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13/04/2011


Mônica Jovem/Luluzinha Teen

       Há alguns foi lançada uma versão da Turma da Mônica Jovem, com os personagens adolescentes, onde o Cebolinha tem cabelo, fica meio de “rolo” com a Mônica e não troca mais as “letlas”, o Cascão não é mais tão sujinho e uma ou outra descaracterização. A série fez um sucesso surpreendente e devo confessar que eu não botava fé na publicação, que é em preto e branco. Mas após ler algumas edições minhas expectativas (ainda bem) foram por água abaixo, pois a série é mesmo muito boa, com um humor sarcástico e bem moderno, linguagem e situações que agradam as crianças de hoje e os adolescentes também. E claro, os adultos saudosos, pois os personagens ainda fazem referências e trazem lembranças próprias nos traços originais. Vale a pena conferir!


 

      E alguém já desconfiou da semelhança da Mônica com a Luluzinha? O vestidinho vermelho, os nomes Bolinha e Cebolinha... dava a impressão que Mauricio de Souza importou uma fórmula desses quadrinhos estrangeiros, mas como não conheço a história da criação das séries nunca acusei ninguém.

      Pois no embalo do sucesso da Turma da Mônica Jovem veio a série Luluzinha Teen, produzida no Brasil: fiquei apavorado na época do lançamento quando divulgaram que “as HQs darão destaque a cenas em que a turma se arruma para festas e shows, detalhando seu figurino”. O que é isso?

     Sabe o que me desagrada além da imitação descarada que agora se inverte? (Calma, pode ser apenas tendência de mercado) É que os desenhistas e as produções de agora só querem utilizar o traço de mangá, sem características e estilo próprios, como se qualquer um que tivesse uma noção de desenho e fizesse um curso de traços japoneses não precisasse inventar nada diferente, já que esse estilo faz sucesso.

      Vejam como eram e como ficaram meio sem graça os personagens perto do visual clássico:

 


     Bolinha está todo bonitinho com um ar radical e tem uma bandinha frufru. Ah, para com isso!

     O desenhista Joan Okada havia feiito em seu blog uma versão muito mais original e fiel ao caráter dos personagens, sem perder o traço japonês. Por que não contrataram alguém com o talento desse cara? Ele demonstrava como modernizar sem perder as caraterísticas (físicas pelo menos) dos personagens, com traços que lembram Will Eisner. Infelizmente o link com as ilustrações não está mais encontrando a página.

      O Bolinha, como sempre foi meio malvado, na versão dele virou ou um gordinho bacana e normal, por assim dizer, ou virou o Bolão, quase um João Gordo tatuado e com uma banda punk ao lado do Carequinha. Muito dez!

     Posso até estar sendo radical, pois ainda não tive oportunidade de ler, mas sem querer ofender ninguém e citando do site Omelete: “ HQ que dá dicas de moda e confusões de referências como "inspirada nas séries de TV, dividida em capítulos e temporadas, no estilo mangá" - texto do release de divulgação - não ajudam na percepção de quem leva HQs mais a sério.”


Como eu já tinha publicado praticamente o mesmo texto em meu outro blog (Rapsódias Nefárias), aproveitei para copiar e trazer também o comentário feito por lá:


[RATO]
RIDICULO. QUEM MANDA É A MODINHA DE DESENHOS NO ESTILO MANGÁ E PRINCIPALMENTE A POSSIBILIDADE DE LUCRO COMA FEBRE QUE SE TORNOU... AGORA, DEIXAREM OS PERSONAGENS IRRECONHECIVEIS FOI RIDICULO. DA TURMA DA LULUZINHA FICOU SÓ MESMO O NOME, PORQUE É ALGO TOTALMENTE NADA A VER...


Escrito por Prof. Cássius às 15h21
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11/04/2011


O Surfista Prateado (1)

 

      1966 - Para a próxima revista do Quarteto Fantástico que produziriam, Stan Lee (escritor e editor), falou a Jack Kirby (desenhista) que os heróis deveriam enfrentar Galactus, O Devorador de Mundos. Jack desenhou a história e incluiu um elemento a mais na história, um arauto, pois um ser tão poderoso não tinha que pôr a mão na massa, teria alguém para procurar planetas em seu lugar enquanto se alimentava. Era um ser prateado numa prancha sobre a qual viajava pelo espaço. Seu nome foi uma escolha lógica: SURFISTA PRATEADO. Publicada na revista Fantastic Four 48, a história intitulada "A Chegada de Galactus" estendeu-se até o número 50, sendo chamada até hoje de "A Trilogia de Galactus". Publicada pela primeira vez no Brasil na Revista Homem-Aranha da Editora Ebal, em 1974.

 


     E Vamos ao roteiro:

      Uma bola de fogo e meteoros aparecem no céu. O Quarteto Fantástico vai investigar, e na verdade tudo é causado pelo Vigia, de uma raça de observadores que não pode interferir mas resolveu ajudar. Entre os detritos no céu, surge o Surfista Prateado, que sinaliza para Galactus e leva um golpe do Coisa, caindo no apartamento da escultora cega Alícia Masters (namorada do Coisa).

      Galactus chega numa nave esférica prestes a destruir tudo. O Vigia então envia o Tocha por dimensões estranhas até a base espacial do Gigante, para buscar uma arma especial.

      Enquanto isso, Alicia conhece o Surfista e fala sobre os sentimentos humanos, tentando convencê-lo a impedir a destruição do planeta. Suas palavras despertam no Surfista algo há muito esquecido, e ele enfrenta Galactus, discursando sobre o direito de viver dos humanos, e a batalha dá tempo ao Tocha de retornar. O Sr. Fantástico ameaça usar o Nulificador Total, e Galactus então promete ir embora em troca da devolução do armamento. Antes de ir embora, porém, castiga o arauto traidor, negando-lhe o direito de singrar o espaço.

      Na verdade, Galactus criou uma barreira de força invisível cerca de 11.000 Km ao redor da Terra e ativada somente pelo Surfista, que só foi descoberta tempos depois, quando o Doutor Destino roubou o poder cósmico e a prancha do Surfista e tentou fugir para o espaço.

      Assim tem início a saga do Surfista Prateado!

 

Stan Lee e Jack Kirby (já falecido)


    1968- Depois de aparecer esporadicamente nas histórias do Quarteto Fantástico como convidado especial, o Surfista Prateado ganha uma revista própria. Mas Stan Lee quis dar uma atenção especial ao Surfista, e quis fazer dele sua voz para falar de tudo o que ele achava que havia de errado com a sociedade e o mundo. O que melhor que alguém de fora do planeta para ver o que nós, humanos, não percebíamos?



     Na primeira edição, foi a presentada A ORIGEM DO SURFISTA PRATEADO, com desenhos do lendário John Buscema.

     No planeta Zenn-La, um paraíso tecnológico criado por uma raça super evoluída espiritual e culturalmente, vivia Norrin Radd, um jovem romântico e sonhador que não suportava a sociedade hedonista e fútil à sua volta (qualquer semelhança com nossos dias de Big Brother NÃO é mera coincidência - as grandes obras são sempre atuais). Seu ídolos eram os antepassados, para quem ainda havia desafios. Até mesmo o conhecimento era adquirido através de cubos hipnóticos. Roupas e comida eram confecionadas por máquinas. Norrin visitava frequentemente o museu holográfico, assistindo batalhas, o surgimento da era da razão (numa alusão à época do Iluminismo, uma oportunidade desperdiçada por nós) e a conquista do espaço.

      Norrin vivia com sua amada, a bela Shalla Bal, que se entristecia ao ver seu descontentamento, quando este dizia: "Aquilo que é fácil não vale a pena ser conquistado. Até mesmo seu lábios não seriam tão doces se eu não fosse merecedor deles".

     Um dia, porém, uma sombra cobriu Zenn-La: era Galactus, O Devorador de Mundos, que se aproximava. O povo há muito havia esquecido o que era lutar, pois guerras, doenças e armas eram obsoletos. Tentaram empregar sua única defesa: uma bomba que pôs o paraíso abaixo, apenas para assistirem Galactus desviar-se, permanecendo incólume.

     Mas em meio ao caos, apenas Norrin teve coragem de utilizar uma pequena espaçonave e ir falar com o gigante, dizendo que ele deveria procurar planetas SEM VIDA INTELIGENTE para se alimentar. Norrin Radd se oferece para procurar planetas em seu lugar, desde que poupe seu mundo natal. Galactus aceita e o transforma no Surfista Prateado! Ele se despede de Shalla Bal e segue seu caminho com seu novo mestre, nunca esquecendo sua amada...

     Essa série clássica do Surfista Prateado teve 18 edições, foi publicada até 1970. No Brasil, foram publicadas pela Editora Abril fora de ordem, com páginas e falas cortadas na revista Heróis da TV e Capitão América, em números esporádicos. Graças à editora Mythos, consegui completar as 18 histórias (em preto e branco na série Edição Histórica) As 6 primeiras também saíram com acabamento de Luxo pela Panini na coleção Biblioteca História Marvel.

 

                                                    John Buscema (já falecido)

 

Escrito por Prof. Cássius às 09h30
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07/04/2011


Conan, O Bárbaro

       Vou comentar uma grande doação de revistas do bárbaro cimério feita pelo Prof. Oscar Tomaz, cerca de 40 edições em ótimo estado. São da editora Mythos de 2002 a 2004, com histórias clássicas e outras inéditas. Obrigado!

        O herói da era hiboriana foi criado por Robert E. Howard e foi sucesso de vendas no Brasil e na Europa por muitos anos. As adaptações para os quadrinhos foram primeiramente publicadas pela Marvel, e depois por outras editoras, como a Dark Horse.

 


        Oriundo da literatura de ficção, ganhou também versão no cinema no início dos anos 80, com Arnold Schwarzenegger, e em 2011 ganhará novo filme.

       As histórias sempre trazem Conan em aventuras ótimas enfrentando magos, feras e monstros ou outros guerreiros, sempre empunhando sua espada e correndo atrás de vinho, ouro e ação, até o dia em que conquistará seu próprio reino. No caminho, encontra amigos e várias e belíssimas mulheres.

      Dos desenhistas que trabalharam nos quadrinhos, merecem destaques Barry Windsor-Smith e o sempre ótimo John Buscema. As artes em preto e branco realmente valorizam o trabalho dos artistas. Vejam:


 

         Robert E. Howard também criou os personagens Rei Kull, a guerreira ruiva Sonja e o puritano inglês da era elizabetana Solomon Kane. Todos ganharam versão em filmes também, embora não tenham alcançado o sucesso de CONAN!

Escrito por Prof. Cássius às 13h53
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