GIBIblioteca


11/05/2011


Marvel 40 Anos no Brasil

 

       Uma edição caprichada com uma reportagem de várias páginas com a história das publicações da Marvel no Brasil, e também algumas das mais importantes histórias da editora americana, de várias épocas e fases.



       Tudo começou em 1967 quando os postos Shell fizeram uma promoção e divulgaram os números Zero das edições que, no mês seguinte estariam nas bancas pela editora Ebal E pra comemorar os 40 anos da publicação, a Panini reimprimiu cópias da edição de estreia e deu de brinde pra quem comprasse a coletânea, um fac-símile em preto e branco idêntico ao original, com boas histórias de Capitão América e Homem de Ferro. Genial!




      Algumas das histórias:


      A Incrível saga do Surfista Prateado – a terceira e última parte da chegada do Surfista e Galactus à Terra.


      Demônio na garrafa – Tony Stark, o Homem de Ferro, luta para aceitar que é alcoólatra, e mais ainda, para abandonar o vício.


      Dias de Um Futuro Esquecido – Os X-Men lutam para evitar um futuro onde os sentinelas mataram seus amigos e estão prestes a causar um holocausto nuclear. Dizem que o roteiro inspirou James Cameron para o filme “O Exterminador do Futuro”.


      O Menino que Coleciona Homem-Aranha – uma criança fanática pelo herói é visitada por ele e mostra a ele sua coleção de recortes de notícias. As informações sobre o garoto são dadas aos poucos em pedaços de jornal no canto das páginas. No fim é revelado que sofria de leucemia e não tinha mais do que algumas semanas de vida.


      E mais: Hulk, com a história sobre AIDS que já comentei no blog; Capitão América numa história sobre patriotismo, Wolverine, Homem-Aranha 2099 e outras.



 

Escrito por Prof. Cássius às 13h42
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09/05/2011


Um Exemplo de Incentivo à Leitura

 

       Em meados de 1997 eu e um colega de aula gostávamos de palavras complicadas e brincávamos de inventar discursos elaborados com explicações absurdas. Um dia, na biblioteca da escola, durante uma aula de filosofia, catei um livro com nome enigmático para dar uma conferida. Folheando, vi que falava de física, e citava o cientista Heisenberg,  cujo nome eu conhecia de uma história do Quarteto Fantástico onde os heróis viajavam no tempo. Já gostei. No gibi (Superaventuras Marvel 140 a 146), o cientista Reed Richards citava Heisenberg nas explicações dos efeitos e teorias do deslocamento temporal.




       Li descompromissadamente algumas coisas bem interessantes naquela curta aula. Um exemplo foi sobre a dificuldade de se definir a luz como onda ou partícula, pois dependendo da situação, ela se comporta como um ou outro. Fala de religião e ciência e de como um não exlui o outro, pois ao descobrir os mistérios do universo, como esse da luz, muitos cientistas aceitam a dualidade das coisas: corpo e espírito, por exemplo. Claro que muita coisa eu não entendia!

       Já na faculdade em 2000-01, passeava eu pelos corredores da biblioteca, dando uma espiada em livros de todos os cursos, quando, na prateleira de física, achei novamente O Ponto de Mutação (Turning Point), de Fritjof Capra. Levei o livro pra casa e passei dias curtindo uma leitura esclarecedora sobre o mundo em que vivemos e sua estrutura de pensamento.



O livro e seu autor.


         Fritjof Capra é um dos grandes pensadores da atualidade. O autor conta a história da ciência moderna, as grandes descobertas e como elas nortearam nosso modo de pensar, e como isso está enraizado em todas as facetas da sociedade. Fala da compartimentalização do conhecimento a partir do pensamento descartiano e da descoberta dos elementos que formam o átomo e a matéria.

      Uma amiga da faculdade com quem infelizmente perdi contato (Patrícia S. Silveira – caso leia, comente) me contou também sobre o filme “Ponto de Mutação” (Mindwalk). Produzido pelo irmão de Capra, trata de um diálogo entre um político, um poeta e uma cientista desiludidos sobre a condição do ser humano, seus conhecimentos e sua relação com a natureza e o mundo.

       Cheguei a citar o autor num trabalho sobre O Surfista Prateado na faculdade, pois Capra cita outro autor (que não lembro) que fala o mesmo que Stan Lee nas primeiras histórias do Surfista, que as civilizações nascem, crescem, experimentam um breve momento de glória e depois desabam em ruínas.

          Bom, aí está minha dica para o crescimento intelectual dos leitores. Isso mesmo, ampliem seus horizontes, não vale ficar só nos quadrinhos!


 

Escrito por Prof. Cássius às 09h08
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