GIBIblioteca


19/04/2011


Filme Para Fãs de Quadrinhos

 

       Com o horrível título brasileiro de Corpo Fechado, o original Unbreakable (Inquebrável, ou Indestrutível), do diretor M. Night Shyamalan, traz à tona a história da possibilidade da existência de super-heróis, mas numa visão muito realista.

 


       O filme é fascinante quando prestamos atenção nas sutilezas. É meio paradão, é verdade, mas expõe tudo o que eu pensava sobre quadrinhos e não sabia explicar. Como explica o personagem Elijah Price (Samuel L. Jackson), que é um estudioso da estrutura dos gibis, as aventuras de heróis nos quadrinhos são vivências que alguém experimentou, claro que exageradas na máquina comercial. A inquietude e insatisfação que muitas pessoas experimentam na vida seria por que não estão fazendo o que deveriam. Como disse o personagem Elijah ao Segurança David Dunn (Bruce Willis): “Você poderia ser contador. Ser dono de uma academia. Poderia abrir uma cadeia de restaurantes. Poderia ter feito dez mil coisas. Mas no fim... escolheu proteger as pessoas.” Esse seria o Super-herói da vida real: o policial, o bombeiro, o paramédico, e etc.

 

 

        Poderes e habilidades como premonição ou visão de raio-X seriam na verdade baseados em coisas elementares como instinto ou sensibilidade.

        Histórias em quadrinhos seriam, de acordo com o personagem, o último elo do nosso tempo com uma antiga forma de contar histórias: através de desenhos, como faziam os egípcios. Cheguei a citar isso num trabalho da faculdade sobre histórias em quadrinhos e ideologia.

        Claro que essas próprias explicações, sendo parte de uma produção de Hollywood, são também exageradas, tendo o expectador que filtrar as mensagens e entender que quadrinhos são literatura, e a literatura reflete o mundo e os tempos em que vivemos.

        Quanto à parte visual, ao assistir, repare que a câmera sempre se movimenta de apenas um ângulo, indo em direção ao movimento da cena. Os closes e poses de David são clássicos dos gibis, principalmente quando está com seu capuz. E o final é fenomenal, quando o Sr. Vidro se revela.

 


        Vale a pena ver e rever!

 

Escrito por Prof. Cássius às 09h44
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18/04/2011


A Morte nos quadrinhos

        Nas histórias em quadrinhos, é comum um personagem ser dado como morto e depois de alguns meses, ressuscitar. Exemplo: Capitão América, Adam Warlock, Flash, Batman, Jean Grey, Elektra e etc. Mesmo assim, histórias em que um personagem importante morre são bem legais, e eram melhores ainda quando não era um fato comum, como nas edições que comentarei:


      Graphic Marvel 3 – A Morte do Capitão Marvel – o personagem não era muito conhecido, apesar de ter o mesmo nome daquele que grita Shazam, da editora concorrente. Nesta revista, escrita e desenhada por Jim Starlim, o alienígena kree que adotou a Terra como seu lar descobre estar com câncer (fato baseado no pai do autor). Seu sofrimento ao falharem as tentativas de se encontrar uma cura e a degradação de seu corpo são mostradas de maneira bem dramática. Ele se despede dos amigos e de sua amada e por fim seu espírito luta com seu maior inimigo antes de aceitar a passagem e descansar em paz. Acho que é o único personagem que nunca foi ressuscitado. Um clássico inesquecível e indispensável pros fãs de quadrinhos.

 



       E a revista Homem-Aranha 99 (ed. Abril) trazia a história “ O que aconteceria se o Capitão Marvel não tivesse morrido?” - com uma versão diferente para Graphic Marvel 3. Nela, ao curar seu câncer, o herói sem querer libera uma praga que se espalha por toda a galáxia, e por fim ele tem que se isolar numa dimensão vazia, acompanhado e Elysius, sua amada. Quem conscientiza e derrota o herói para que veja o que está acontecendo é o Surfista Prateado. Alguns heróis morrem da doença, como o Coisa do Quarteto Fantástico.





     A Morte do Super-Homem – publicada pela editora abril em 1993, comecei a ler quando meu amigo Japa (Muhamad Subhi Mahmud Hussein – nunca esqueci), que hoje é professor também e há anos não vejo, me emprestou por umas horas, mas antes que eu acabasse, pediu de volta. Aí não resisti e comprei também – era cara pra época Mas estava muito emocionante. O vilão batizado como Apocalypse aparece do nada massacrando tudo que vê, inclusive a Liga da Justiça (na época com Guy Gardner, Gelo, Fogo, Bloodwynd, Gladiador e outros). Mas o pepino sobra pro azulão. Um combate espetacular, ação sem parar e o inimigo quase invulnerável, que termina por dar uma surra nunca vista no maior herói dos gibis, que perece nos braços de Lois Lane. Em Porto Alegre vi numa livraria uma edição de luxo com capa dura, custando R$ 92,00. Babei...


É isso! A vida continua. E a morte também...

Dona morte, das histórias do Penadinho de Mauricio de Souza.

Escrito por Prof. Cássius às 09h03
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