GIBIblioteca


15/04/2011


Sonho de coleção

               GIBIblioteca

 

 

       Há algum tempo, o blog Universo HQ publicou fotos de coleções que os leitores enviaram. Algumas se destacaram pela organização, quantidade ou itens importados e raros. Inclusive algumas não cabiam em uma só foto e outras ocupavam vários cômodos das casas. As que mais gostei acabei copiando descaradamente e aqui publicarei. Um colírio para os olhos de fãs de quadrinhos.

 

de: Alex Maltesi

 

de: Ricardo Alves de Lima

 

de: Guiller Lacerda

 

 

Lindas, não? E os apetrechos? Bonecos, estatuetas, carros, etc. Parabéns aos donos!

Escrito por Prof. Cássius às 11h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

13/04/2011


Mônica Jovem/Luluzinha Teen

       Há alguns foi lançada uma versão da Turma da Mônica Jovem, com os personagens adolescentes, onde o Cebolinha tem cabelo, fica meio de “rolo” com a Mônica e não troca mais as “letlas”, o Cascão não é mais tão sujinho e uma ou outra descaracterização. A série fez um sucesso surpreendente e devo confessar que eu não botava fé na publicação, que é em preto e branco. Mas após ler algumas edições minhas expectativas (ainda bem) foram por água abaixo, pois a série é mesmo muito boa, com um humor sarcástico e bem moderno, linguagem e situações que agradam as crianças de hoje e os adolescentes também. E claro, os adultos saudosos, pois os personagens ainda fazem referências e trazem lembranças próprias nos traços originais. Vale a pena conferir!


 

      E alguém já desconfiou da semelhança da Mônica com a Luluzinha? O vestidinho vermelho, os nomes Bolinha e Cebolinha... dava a impressão que Mauricio de Souza importou uma fórmula desses quadrinhos estrangeiros, mas como não conheço a história da criação das séries nunca acusei ninguém.

      Pois no embalo do sucesso da Turma da Mônica Jovem veio a série Luluzinha Teen, produzida no Brasil: fiquei apavorado na época do lançamento quando divulgaram que “as HQs darão destaque a cenas em que a turma se arruma para festas e shows, detalhando seu figurino”. O que é isso?

     Sabe o que me desagrada além da imitação descarada que agora se inverte? (Calma, pode ser apenas tendência de mercado) É que os desenhistas e as produções de agora só querem utilizar o traço de mangá, sem características e estilo próprios, como se qualquer um que tivesse uma noção de desenho e fizesse um curso de traços japoneses não precisasse inventar nada diferente, já que esse estilo faz sucesso.

      Vejam como eram e como ficaram meio sem graça os personagens perto do visual clássico:

 


     Bolinha está todo bonitinho com um ar radical e tem uma bandinha frufru. Ah, para com isso!

     O desenhista Joan Okada havia feiito em seu blog uma versão muito mais original e fiel ao caráter dos personagens, sem perder o traço japonês. Por que não contrataram alguém com o talento desse cara? Ele demonstrava como modernizar sem perder as caraterísticas (físicas pelo menos) dos personagens, com traços que lembram Will Eisner. Infelizmente o link com as ilustrações não está mais encontrando a página.

      O Bolinha, como sempre foi meio malvado, na versão dele virou ou um gordinho bacana e normal, por assim dizer, ou virou o Bolão, quase um João Gordo tatuado e com uma banda punk ao lado do Carequinha. Muito dez!

     Posso até estar sendo radical, pois ainda não tive oportunidade de ler, mas sem querer ofender ninguém e citando do site Omelete: “ HQ que dá dicas de moda e confusões de referências como "inspirada nas séries de TV, dividida em capítulos e temporadas, no estilo mangá" - texto do release de divulgação - não ajudam na percepção de quem leva HQs mais a sério.”


Como eu já tinha publicado praticamente o mesmo texto em meu outro blog (Rapsódias Nefárias), aproveitei para copiar e trazer também o comentário feito por lá:


[RATO]
RIDICULO. QUEM MANDA É A MODINHA DE DESENHOS NO ESTILO MANGÁ E PRINCIPALMENTE A POSSIBILIDADE DE LUCRO COMA FEBRE QUE SE TORNOU... AGORA, DEIXAREM OS PERSONAGENS IRRECONHECIVEIS FOI RIDICULO. DA TURMA DA LULUZINHA FICOU SÓ MESMO O NOME, PORQUE É ALGO TOTALMENTE NADA A VER...


Escrito por Prof. Cássius às 15h21
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

11/04/2011


O Surfista Prateado (1)

 

      1966 - Para a próxima revista do Quarteto Fantástico que produziriam, Stan Lee (escritor e editor), falou a Jack Kirby (desenhista) que os heróis deveriam enfrentar Galactus, O Devorador de Mundos. Jack desenhou a história e incluiu um elemento a mais na história, um arauto, pois um ser tão poderoso não tinha que pôr a mão na massa, teria alguém para procurar planetas em seu lugar enquanto se alimentava. Era um ser prateado numa prancha sobre a qual viajava pelo espaço. Seu nome foi uma escolha lógica: SURFISTA PRATEADO. Publicada na revista Fantastic Four 48, a história intitulada "A Chegada de Galactus" estendeu-se até o número 50, sendo chamada até hoje de "A Trilogia de Galactus". Publicada pela primeira vez no Brasil na Revista Homem-Aranha da Editora Ebal, em 1974.

 


     E Vamos ao roteiro:

      Uma bola de fogo e meteoros aparecem no céu. O Quarteto Fantástico vai investigar, e na verdade tudo é causado pelo Vigia, de uma raça de observadores que não pode interferir mas resolveu ajudar. Entre os detritos no céu, surge o Surfista Prateado, que sinaliza para Galactus e leva um golpe do Coisa, caindo no apartamento da escultora cega Alícia Masters (namorada do Coisa).

      Galactus chega numa nave esférica prestes a destruir tudo. O Vigia então envia o Tocha por dimensões estranhas até a base espacial do Gigante, para buscar uma arma especial.

      Enquanto isso, Alicia conhece o Surfista e fala sobre os sentimentos humanos, tentando convencê-lo a impedir a destruição do planeta. Suas palavras despertam no Surfista algo há muito esquecido, e ele enfrenta Galactus, discursando sobre o direito de viver dos humanos, e a batalha dá tempo ao Tocha de retornar. O Sr. Fantástico ameaça usar o Nulificador Total, e Galactus então promete ir embora em troca da devolução do armamento. Antes de ir embora, porém, castiga o arauto traidor, negando-lhe o direito de singrar o espaço.

      Na verdade, Galactus criou uma barreira de força invisível cerca de 11.000 Km ao redor da Terra e ativada somente pelo Surfista, que só foi descoberta tempos depois, quando o Doutor Destino roubou o poder cósmico e a prancha do Surfista e tentou fugir para o espaço.

      Assim tem início a saga do Surfista Prateado!

 

Stan Lee e Jack Kirby (já falecido)


    1968- Depois de aparecer esporadicamente nas histórias do Quarteto Fantástico como convidado especial, o Surfista Prateado ganha uma revista própria. Mas Stan Lee quis dar uma atenção especial ao Surfista, e quis fazer dele sua voz para falar de tudo o que ele achava que havia de errado com a sociedade e o mundo. O que melhor que alguém de fora do planeta para ver o que nós, humanos, não percebíamos?



     Na primeira edição, foi a presentada A ORIGEM DO SURFISTA PRATEADO, com desenhos do lendário John Buscema.

     No planeta Zenn-La, um paraíso tecnológico criado por uma raça super evoluída espiritual e culturalmente, vivia Norrin Radd, um jovem romântico e sonhador que não suportava a sociedade hedonista e fútil à sua volta (qualquer semelhança com nossos dias de Big Brother NÃO é mera coincidência - as grandes obras são sempre atuais). Seu ídolos eram os antepassados, para quem ainda havia desafios. Até mesmo o conhecimento era adquirido através de cubos hipnóticos. Roupas e comida eram confecionadas por máquinas. Norrin visitava frequentemente o museu holográfico, assistindo batalhas, o surgimento da era da razão (numa alusão à época do Iluminismo, uma oportunidade desperdiçada por nós) e a conquista do espaço.

      Norrin vivia com sua amada, a bela Shalla Bal, que se entristecia ao ver seu descontentamento, quando este dizia: "Aquilo que é fácil não vale a pena ser conquistado. Até mesmo seu lábios não seriam tão doces se eu não fosse merecedor deles".

     Um dia, porém, uma sombra cobriu Zenn-La: era Galactus, O Devorador de Mundos, que se aproximava. O povo há muito havia esquecido o que era lutar, pois guerras, doenças e armas eram obsoletos. Tentaram empregar sua única defesa: uma bomba que pôs o paraíso abaixo, apenas para assistirem Galactus desviar-se, permanecendo incólume.

     Mas em meio ao caos, apenas Norrin teve coragem de utilizar uma pequena espaçonave e ir falar com o gigante, dizendo que ele deveria procurar planetas SEM VIDA INTELIGENTE para se alimentar. Norrin Radd se oferece para procurar planetas em seu lugar, desde que poupe seu mundo natal. Galactus aceita e o transforma no Surfista Prateado! Ele se despede de Shalla Bal e segue seu caminho com seu novo mestre, nunca esquecendo sua amada...

     Essa série clássica do Surfista Prateado teve 18 edições, foi publicada até 1970. No Brasil, foram publicadas pela Editora Abril fora de ordem, com páginas e falas cortadas na revista Heróis da TV e Capitão América, em números esporádicos. Graças à editora Mythos, consegui completar as 18 histórias (em preto e branco na série Edição Histórica) As 6 primeiras também saíram com acabamento de Luxo pela Panini na coleção Biblioteca História Marvel.

 

                                                    John Buscema (já falecido)

 

Escrito por Prof. Cássius às 09h30
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]
 

Histórico